Longe de mim querer clichês, muito menos parecer louco. Mas hoje em dia, eu aprendi a querer sempre o novo, o desconhecido. O que era de início algo com um tom ameaçador (no mínimo, que exigia atenção) passou a ser lindo. Equivoquei-me a cada minuto que o medo tomou conta de mim.
Numa noite aparentemente perto do fim, num domingo de noite assistindo ao cúmulo de patetismo que se chama televisão brasileira, você chegou. Uma doçura ímpar, uma calma que se espalha, um ar de determinação, unidos à uma inocência, dentre outras coisas incríveis. Existia ainda no mundo aquela coisinha chamada bondade. Mas não era só a capa do livro que era bela.
A cada dia que se passava, nasceu em mim a árvore do carinho e da admiração dentro de mim, e sinceramente, um pouco de raiva de não estar contigo nas minhas 24 horas. O teu rosto de anjo passou a não ser mais minha prioridade. De uma simples ser que parecia inativo na minha vida, passou a ser presença marcante nos meus sonhos. Não apenas figurantes em um shopping center, mas sim a desenhista de corações à beira-mar, a inocência em forma de menina a correr por entre orvalhos montanhosos. Era, e é, uma obra de arte não prevista por gênios como Picasso, da Vinci e Dali. Mas, se nem esses ícones ousaram a imaginar-te, seria audácia demais a minha achar que eu pudesse te definir em palavras (embora você saiba despertar lapsos de lirismo que até Shakespeare buscou em sua vida toda). O que mais se aproxima de ti é novo, indecifrável e especial. Mas tudo torna-se pequeno perto de ti.
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